O Cotidiano de um Ocatariano
Meu Humor
SOBRE MIM
Idade:1800 anos
Nascimento: 08/08/203 A.C
Nome:Taygor Fernandes
Ocupação:Estudante do
3º ano do Cefet-BA
Musica:Metal!Do Power
ao melodico!Passando pelo Epico e
Chegando no Gothico!
Hobbies:Desenhar,Escrever
conspirar na Ocatar, ler, e cinema!
Frase:
"Sou o melhor no que eu faço, só que eu
não sei o que eu faço de verdade.."
Localidade: Salvador-Ba
Estado Civil: Solteiro
Onde me achar?:No aero,no iguatemi, no jardim de alah, no barbalho, aqui na paralela e onde o vento me levar!
MSN:: taygor@hotmail.com
Nicks no mIRC: Taygor, Homem_De_Ferro,
Super_Homem, Tony_Stark
Ouvindo atualmente: Ayreon - The Two Gates <--Baixe!
Projetos Para o futuro(logico, naum ia ser do passado!ehehe):
Passar de ano, pegar minha carteira de motorista e publicar meu livro
Frase da Semana: "Beba a vida como se estivesse bebendo a ultima gota de água que lhe resta no pote" Fujirawa Hiean
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Hqs que leio
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Sexta-feira, Janeiro 02, 2004
Posted
6:58 PM
by Evil Taygor
Fim de ano...
Enfim, depois de vários dias publicando as minhas historias e aparecendo de forma indireta no blog, cá estou eu novamente. E como eu disse no post anterior, vou explicar o porquê dessas historias agora.
De certa forma meu natal não foi um dos melhores, mas mesmo assim não reclamo pois não sou muito chegado a essa festa, porém no sábado após o natal veio a porrada para mim e para minha familia.
Com esse acontecimento, essa perda, o que de fato não estava bom há alguns meses de certa forma piorou, e de alguma forma tirou a graça do nosso reveillon. Tenho muitas decisões para tomar, muitos sentimentos para esquecer, muita coisa para fazer. A principal delas é passar de ano no Cefet. Por mais que digam, "estude!vc consegue!" lá no Cefet é totalmente diferente de qualquer outro colegio. Digamos que vc já entra lá com seu 1º ano perdido, e cabe a vc tentar mudar o quadro. É uma guerra o ano todo..até chega onde eu estou hoje. No 3º ano. Mas voltando aos textos, eles foram uma forma de me expressar sobre cada um dos assuntos abordados nos 3 textos, frisando que o texto "Eu e a solidão" e "Sozinho" são totalmente ficticios e sem uma base real no qual tiveram os outros dois textos, "Eu e a Morte" e "O fim de um ciclo". Este ultimo espero realmente ter sacramentando e enterrado (Ô Deus!Quantas vezes vc jah me ouviu falar isso sobre tal assunto???). Mas agora este assunto teve um fim, e foi realmente encerrado.
Vou passar um tempo sem publicar as minhas historias e até mesmo aparecer no blog, pois estou na reta final do colégio, onde agora é matar ou morrer. Fora que tenho UNEB muito em breve e de todo o caso vou me empenhar mais nisso!
Agradeço a todos pela força que me deram nesses dias desde a morte de minha avó, e que prestigiaram meu texto com comentarios que me emocionaram!E aqui reforço mais uma vez meus votos de um feliz 2004 para todos que eu conheço e a todos que não conheço mais que de alguma forma lêem este humilde blog!Que tá até com uma carinha meio diferente!heheheh (uma risada finalmente depois de meio mundo de palavras!)
Vou tentar não sumir muito daqui, mas seu isso acontecer, dêem uma olhada nos arquivos e nas historias antigas, baixem as musicas que eu tô colocando no perfil e quem muito a falar de mim, visitem os blogs recomendados do site!Enfim!ehhehe(outra!)
Bem é isso ;)
Vou me indo-me (expressão ocatariana), pois ainda tenho que terminar de fazer um trabalho de Biologia aqui, e estudar para fisica, quimica, matematica e matematica financeira. Talvez eu apareça aqui no blog esse fim de semana.
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Quinta-feira, Janeiro 01, 2004
Posted
4:24 PM
by Evil Taygor
Eu e a Solidão
Continuo meu ardo caminho de volta. Não sei há quanto tempo estou andando junto com a vida. Mas creio que seja tempo o suficiente para eu ter me recuperado da minha batalha contra meu amor. Mas ainda estou sofrendo e sangrando muito, tanto por fora quanto por dentro...e quando menos espero a vida começa a ficar distante, sumindo ao horizonte..
Minha visão fica turva e mal vejo a luz do sol..
Meu corpo está com o peso do mundo praticamente..
Minhas pernas cambaleiam...e então..
Eu desabo..
Caio no chão e vejo a vida se afastar sem olhar para trás. Achando que eu estou a seguindo de perto. É a arrogância da Vida que me deixa para trás. Arrasto-me sem forças até a arvore mais próxima, mas eu apago. E quando acordo novamente e dou por mim, abro os olhos e respiro. E então a vejo novamente, com teu sorriso lindo e feroz, com seu rosto pálido e belo como o branco das neves do inverno nórdico, com teu olhar suave e destrutivo, com tuas mãos delicadas e fortes me carregando em teus braços. A Morte.
Fico surpreso ao vê-la, ela falou que não ia mas me seguir, e que eu não seria dela tão logo. Que ainda caminharia muito tempo ao lado da Vida na eternidade. Pergunto o por quê dela está ao meu lado agora, e ela responde doce e solenemente, "Você não é mais eterno Taygor..." Me assusto, me apavoro, e fico sem palavras e então ela continua, "Você agora está na Floresta da Solidão e ela pertence a sua solidão. Você não é mais eterno por quê os deuses não vivem na solidão, não tem a solidão que você, agora humano, tem. Por isso você está em meus braços, teu lado imortal e divino ficará desfalecido dentro de você, até que saias desta floresta derrotando a tua solidão.."
Agora as coisas fazem sentindo. Por isso a vida está tão longe de mim agora, e eu nos braços da morte, minhas chances de sair daqui são mínimas. Abatido por ter enfrentado a vida e o amor há poucos dias, eu pergunto a morte como vou enfrentar a solidão sem os meus poderes. E ela me responde mostrando uma espada..
A Excalibur..
A espada dos reis..
A espada forjada por Pikus Luckuaity e entregue ao rei Arthur..
A espada abençoada pela deusa que eu me apaixonei..Athenas..
Então eu me levanto. Não estou mais fraco como antes, e sim muito mais forte. Sem meu lado divino, estou mais leve, e a mortalidade acaba me dando o vigor que perdi desde o dia que me tornei um deus. E então a Morte se afasta como se afasta de um campo de batalha. E quando olho para trás, sou golpeado no rosto pela Solidão que apareceu simplesmente do nada. Foi um golpe muito forte, e então eu vejo que não posso ser atingindo por ela novamente se não irei cair perante os pés dela. Empunho então a espada de um rei e vou para cima dela.
Feroz como um Leopardo ferido que luta pela sua vida..
Ágil como o Puma que foge do seu caçador para sobreviver
Rápido como a Lebre que corre em direção ao seu destino
Forte e impávido como o Leão, forte como um rei que eu fui quando eu era apenas um..
Homem..
Sem pestanejar eu começo a ferir a Solidão. Essa que tantas vezes me acalentou e me abraçou sorrateiramente nas noites escuras em que passei triste. na felicidade e na alegria do meu ser. Tão vil quanto o meu amor, ela me fez sofrer, mas ao contrario do mesmo que me tirou tudo de bom, ela não tirou meu amigos, meus verdadeiros amigos que quando ela chegava e afastava a todos, eles continuaram do meu lado em todo momento. E é por eles que eu lutarei até o fim. E tão rápido como começou a batalha ela termina. Meu ultimo golpe foi certeiro no coração da Solidão, que se desfaz no ar como faíscas de fogo. Eu fico sem entender, como pude derrotar a Solidão tão rapidamente... E então a Morte se aproxima de mim e me diz o que realmente aconteceu.
Estou ficando mais forte a cada batalha, mas ao mesmo tempo estou ficando mais vazio. Estou derrotando tudo aquilo que me fez trilhar o caminho do Sofrimento durante esses meses. Só que nessa batalha eu perdi muito tempo e me afastei muito da Vida. A Morte sorrir como sempre e diz que eu tenho muito que aprender. Ela aponta para o norte, e atrás de uma arvore, eis que surge a Vida. A mesma vem até mim.. "Quando eu olhei para trás e não o vi, nem o senti mais, resolvi voltar para busca-lo..E enquanto eu não te achava, a Morte que vinha atrás de mim o encontrou, e fez você esperar por mim.."
Fico sem palavras e então abraço a Vida uma outra vez. E ao mesmo tempo eu abraço a Morte como se ela fosse minha melhor amiga. Entrego a Excalibur para a Morte, e ela a nega. Diz que vou precisar no caminho que estou trilhando. E assim parto novamente ao lado da Vida no meu caminho, deixando a Morte para trás. Mas uma coisa me assusta e me deixa intrigado..Será que da próxima vez a Morte irá me ajudar?
Aqui eu encerro a primeira parte dessa saga de Taygor, pois apartir de hoje meu tempo se torna um pouco mais curto e muito mais ocupado..No próximo post contarei o por quê desses textos agora, que de forma ficticia, falam muito do autor/personagem. Exceto esse ultimo texto que terá uma importância maior na saga muito em breve, e dos 3 que foram publicados por aqui, é o unico realmente ficticio(sem bases reais para tal criação). E a todos desejo do fundo do meu coração um feliz 2004 para todos e um ano cheio de felicidades para todos nós..
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Terça-feira, Dezembro 30, 2003
Posted
10:07 PM
by Evil Taygor
O fim de um ciclo
Passa os segundos, passam os minutos, passam as horas...os dias..milênios..
Ainda sofro do mesmo mal.
Ainda grito pela mesma dor.
Tão forte quanto o sopro de Zeus..
Tão doloroso como uma flecha envenenada..
Tão triste quanto à alma de uma princesa sem reino..
Já lutei contra isso várias e várias vezes nesses meses. Já sofri mais que qualquer humano, deus ou qualquer outro ser sofreu. Já apanhei mais que qualquer coisa na face dos dois mundos. Meu irmão me fez ver o caminho da cura, o caminho da libertação. Meus amigos me mostraram o caminho da verdade e do esquecimento. Cheguei a caminhar pelos dois caminhos e não encontrei a cura. Agora, no meio do nada. No meio de onde tudo começou (Tudo começou do nada). Vejo meu inimigo. O ser que me trás dor.
Parto pra cima dele como uma fera..
Bato nele como um louco..
Afundo ele no chão para ele sentir o gosto do inferno..
Mas ele nada sente. Apenas levanta, recuperado, renovado, forte, e inteiro como sempre. Nós já lutamos antes nas mesmas condições. Mas nunca diretamente como agora, não cara a cara como hoje. Já enfrentei a morte e a venci. Para voltar ao meu caminho, para encontrar a minha paz, preciso derrota-lo. Primeiro que tudo, antes que ele me impeça novamente de sobreviver e de viver. É engraçado como as coisas chegaram a esse ponto. Ele já foi meu conselheiro, meu amigo. Dava-me forças em todas as ocasiões. Na virada do 13º dia da 10º casa do ano cristão ele apareceu para mim. No auge da primavera, no auge do seu brilho. E então ele ficou e por muito tempo caminhou ao meu lado. A ele me confessei, acreditei e compartilhei bons momentos. Mas ouvi uma vez de Agamenon a seguinte frase. "Desde o inicio dos tempos, tudo que começa um dia acaba. Tudo que nasce um dia morre.." E na jargada do inverno, após 1 mês do inicio do inverno que começou no sexto mês cristão, ele me deu as costas. Me deixou ao véu. E como o frio da estação que adentrara, ele me abandonou. Mas mesmo assim fiquei ligado a ele a muito tempo, mais tempo do que eu poderia imaginar, mas tempo do que eu poderia agüentar, mais tempo do que eu poderia querer...E então o mesmo que me levou ao céu, me jogou no inferno..Jamais esquecerei tal dia.
Enfim volto-me à batalha. Encaro ele nos olhos. O mesmo ele faz, e assim me ataca tão brutalmente quanto vem me atacado esses últimos meses. Como sempre nos últimos meses fico parado..
Parado perante o tempo..
Atrasado perante o futuro..
Amarrado nas costas do passado..
Indefeso como uma arvore em um campo no meio de uma tempestade..
Estagnado feito à pedra que rola do alto de uma montanha..
E quando penso em ataca-lo, ele me levou ao chão novamente. Não vejo se ele sorrir ou não, não consigo distinguir o que se passa em sua mente. E do mesmo modo, eu mal consigo me levantar. Para mim foi muito mais fácil encarar a morte do que ele. Mas minha raiva por ele aumenta a cada tempo que passa. Perdido no caminho que eu percorri por esses meses, achei a saída. O labirinto por ele feito para me enganar agora se destrói, caindo como se fosse um castelo de baralho.
Mas agora tenho as forças que por ele foram tiradas de mim..
Tenho a virilidade e a vontade de viver que ele me tirou..
Tenho a luz do meu sorriso, as chamas da minha alma voltando a iluminar meu coração novamente...
E então levanto para ataca-lo uma outra vez. Só que dessa vez ele ataca o único pronto fraco do meu corpo, e o local onde ele mais viveu...
Meu coração...
Sofro com esse golpe. Ele detona tudo dentro de mim, e arranca tudo de bom que eu tinha por ele. Não nasci ontem, não sou ingênuo. Sei que todo ciclo termina. Sei que é de outro agora que passa a trilhar a estrada com o qual caminhei contigo até esquecer o caminho. Sei que me tornei uma mera lembrança de um passado distante. Para ti o ciclo terminou...mas para mim ele continua infelizmente e isso acaba nessa batalha.
Já passei tempo demais no passado, já passei tempo demais preso a ti, ignóbil ser que me atormenta!A ti destrono teu posto e teu reino ao qual conquistou em cima da minha alma, em cima do meu ser!Que a luminescência do meu sorriso acalente teus valentes esforços de me derrubar!
Arranco-te do meu coração, esqueço-te nas ondas do tempo!Brutalmente retiro você dentro de mim, para jamais voltar!Quem sabe de uma outra forma. Mas não a que tens hoje. Dessa forma jamais será visto novamente!E assim sigo a frase de Agamenon..
Então eu cresço..
Eu aprendo..
Eu vivo..
Eu amadureço..
Eu me liberto..
E levanto disposto a terminar este ciclo. O meu ciclo. Encaro teus olhos pela ultima vez na vida. Não vejo teu rosto inteiro, somente os olhos e a boca, que o sorrir sarcasticamente para mim. Mas desta vez é diferente. Tenho a força que não tive esse tempo todo. Tenho a coragem que não criei todos esses meses. Tenho em mim agora à vontade de ser livre. Então quebro a corrente que nos unia e entro em posição de luta. Ele vem até mim com um outro golpe certeiro e já manjado. Protejo-me e contra-golpeio arremessando ele para longe. E tão rápido quanto o arremesso ele vem com seu ultimo golpe. O mais poderoso, o mais destrutivo, o mais devastador. Sinto o frio passar pela minha espinha, mas me preparo. E quando ele me ataca, eu desvio e o contra-golpeio tão forte quanto teu golpe. E então ele cai perante meus pés..agonizante..sem saber o que dizer, sem saber o que fazer, sem saber de praticamente nada..
E como do nada ele veio..do nada ele se vai..
Minha curiosidade é tremenda em ver o rosto de quem eu combati incessantemente todo esse tempo. Chego perto dele e ao tirar sua mascara ele me abraça, e então eu me desespero..e volto a cair nas trevas mais uma vez..
Choro pela ultima vez, lagrimas tão solenes e puras quanto às águas do mar azul do mediterrâneo..
Grito pela ultima vez, palavras de dor que já não tem poder para expressar o que sinto..
Sofro pela ultima vez, a agonia de quem perdeu tudo que mais prezava..
E então olho teu rosto pela ultima vez..e vejo..
O meu AMOR...
Derrotei ele. Libertei-me dele. Mas a um custo altíssimo e com o soar do trovão dessa noite chuvosa, um raio faz ele desaparecer..evaporar no ar como faíscas que se apagam de uma paixão que já não existe mais..
E então me levanto. Do céu chove um novo dilúvio. São as lagrimas da minha alma e do meu coração que choram..E ao levantar vejo folhas de papel caindo do céu. Olho para uma que cai e para no lugar onde estava o corpo, quando pego para ler, eu vejo escrito..
"Te adoro e Te amo para sempre"
Mas o papel molhado se desfaz em minhas mão sangrentas e protegidas pela metal divino da minha armadura..e tudo o que resta da frase agora é.
"Te adoro..."
Agora chega ao fim um ciclo..o meu ciclo..
Então guardo este resquício do que outrora foi aquela linda frase, e guardo no meu peito perto do coração...Acho que estou pronto agora, para seguir o caminho que a vida me mostra e a morte me aconselhou. Mas sem antes não louvar algo que perdi nessa incessante e trágica batalha..
Meu amor...
*Historia escrita ao som de:
The Calling - Wherever you will go e Seal - Kiss from a rose...
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Domingo, Dezembro 28, 2003
Posted
4:35 PM
by Evil Taygor
Eu e a Morte
Me vejo perdido mais uma vez. Caindo perante o abismo eterno do sofrimento.Sem sentido, sem nexo, sem saída. Quando penso que vou cair por toda a eternidade, eu me vejo batendo no chão duro da sala das lamentações, abrindo um rombo maior que o que foi feito no meu coração. Ao me reeguer como sempre após as quedas, mesmo ferido, abalado e triste, eu me levanto, mas quando olho para minha frente eu a vejo. A morte.
Tão sedutora no seu olhar. Tão perigosa quanto as chamas do amor..
Ela me mostra um livro. Um livro no qual é escrito através da história daqueles meus entes queridos, que por sua vez são levados por ela para a eternidade. E então eu vejo mais uma aquisição. Minha avó. Mãe de meu pai. Não acredito ao ver aquela assinatura. Não acredito ao vê-la escrevendo a historia daquele livro. Infelizmente a morte passou por ela, impedindo que ela continuasse a escrever o livro da sua vida...Agora ela escreve o livro da eternidade junto com aqueles que ela amava e também foram tomados.
Grito o mais alto que eu posso. Mas dessa vez meus gritos não destroem minha tristeza, e sim se perdem no eco da solidão..
Tento voar para fugir da dor. Para me afastar dela, mas não consigo voar. Mal posso ficar de pé..
A vida é tão rara...tão extinta quanto minha coragem agora..
Ela sorri para mim e com um olhar me diz que não serei levado agora. Minha dor não é essa, e ela sabe. Ela se aproxima de mim e me mostra os ultimos momentos daquela pessoa que eu amava, mas que infelizmente o tempo e a distancia nos impediam de ter tanta proximidade. Vejo ela sorrir pela ultima vez, vejo ela brincar com seus filhos pela ultima vez, vejo ela abraçar seus amigos proximos pela ultima vez..Sorridente. Imaginava que que ela ia a carregar. O tempo se esvaiu para ela no reino dos mortais. E começa no reino dos imortais. Sinto me feliz ao ver aqueles momentos pelo olhar da morte, pois vi que ela estava contente. Choro lagrimas de sangue pois não tive o prazer de vê-la nesses momentos...
Maldito tempo que arranca de mim as entranhas de um doce passado..
Me levanto e caio de novo. É como se eu estivesse no ring de boxe. O Ring é o tempo, eu me represento, a vida é meu adversario, e a morte o juiz. Luto muito bem até levar um cruzado de direta...
Perco o meu amor..
Mas levanto, sou persistente. Mas acabo por levar um cruzado de esquerda da vida agora...
Perco minha saúde..
Levanto novamente após a contagem do juiz chegar ao 9. E continuo minha dança com a vida. Apanha, cai, levanta, apanha, cai,levanta, apanha, cai..
Perco as esperanças sobre meu futuro..
Levanto uma ultima vez. Vejo a vida fechar os olhos para mim e me dá as costas, vejo a morte sorrir e se preparar para contar até 10. Não sou de desistir facil, vou enfrentar a vida. Mas quando penso que tenho forças, ela me bate tão forte, que ao cair eu afundo no chão.
Perco minha avó que é levada para a eternidade..
Apago. Sofro. Entristeço. Desisto....Mas em vez de contar até 10, a morte vem até a mim e tira seu capuz. Ela é tão bela, tão sedutora, começo a me perder pelos seus encantos quando ela fala: "Levante-te, você ainda não pode se entregar a essa eternidade. Tu vida te bate, te espanca, te derrota, mas tu tens que levantar, e encarar ela de frente...tu aindas não é meu. Um dia serás, não hoje, não agora.Aplaca-te tua dor. Levanta-te!".
Então mais uma vez eu levanto. Afundado em dor e em sofrimento. Mas levanto, e quando levanto acabo vendo minha ultima porrada. Minha ultima derrota. Vejo minha vó nos belos campos do Edén, de branco e sorrindo para todos nós que sofremos com sua ida repentina. Ela sorrir e me dá uma rosa branca. E então ela entra para o paraiso...
Apesar do meu sangue transformar a rosa branca em vermelha. Ela continua sendo branca.
Apesar da tristeza transformar um homem alegre em triste. Ainda sou um homem alegre.
Então eu olho para morte. Ela me encara e sorrir para mim e me diz para ir embora. Pergunto por onde, e ela aponta para cima. "Retorne pelo caminho que você chegou aqui". Eu a digo que não tenho forças, que não tenho como voar. Digo a ela que perdi as asas no quando ela passou por mim. Ela sorrir novamente. "Você tem forças sim. Busque dentro de si." Pergunto como?mas antes que pensasse em algo, ela me responde apontando para minha vida que estava ao lado dela "Minha amiga te levará a estrada que levará você de volta. Mas quando você encontrar a porta que mostrará você o seu verdadeiro local. Só você ira passar por ela.Só você atravessará a porta.." Então a morte me dá as costas e some em meio as sombras da eternidade. Então eu começo a voar no caminho de volta.
Voando como águia real voa perante seu reino...
Voando como as nuvens pairando no céu ao anoitecer..
Voando como jamais voei..
E no caminho eu desejo a minha vó a mais bela das vidas eternas. Que ela descanse em paz no reino de Deus, e que escreva agora o livro da nossa familia.
Pois agora ela saiu da vida e entrou ao mesmo tempo na eternidade e na historia dos nossos corações...
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