Nem um deus. Nem um mortal
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Quarta-feira, Fevereiro 25, 2004


Derrota

Caminho com minha irmã na sinuosa e traiçoeira estrada do aprendizado. Ciclo após ciclo, anda por essa estrada durante 4 anos e agora encontramos o derradeiro caminho que nos leva para fora dela e deste ciclo. Como tudo para nós nesses 4 anos foi sofrido e difícil, beirando o impossível, era de se esperar que dessa vez não fosse diferente. Triste realidade.
Quatros anos. Quatros anos de sofrimento, tristeza, felicidade, alegrias, amadurecimentos, stresses, amores, paixões, vergonha, amargura, raiva. Quatro anos que ela resume em uma palavra: Aprendizado. Eu resumo em uma outra palavra: Provação. Chegamos ao fim da estrada e conseqüentemente ao fim desse ciclo. Mas temos obstáculos pela frente e eles não estão muitos dispostos a nos deixar passar. O fim da estrada é um ringue e cada um tem mais de um obstáculo, ou no caso inimigos. Ela tem 3. Eu tenho 7. Ela conseguiu esses inimigos na chama da Incerteza e nos ventos da Ansiedade. Eu consegui meus inimigos devido a minha fraqueza deixada pelo meu coração, que de uma hora pra outra se tornou meu inimigo e me fez esquecer da vida. Essas seriam as vantagens que eles teriam sobre nós dois, mas isso é passado. A tempestade feita pela Ansiedade foi dissipada, assim como a chama da Incerteza foi apagada por minha irmã. E quanto mim?A mim restou-me fazer as pares com meu novo coração, o que me trás mais força ainda para lutar.

Os sentimentos que me destruíram, com o tempo me renovaram e recriaram minha alma..

Lutamos incessantemente por muito tempo e vamos lutar incessantemente por mais tempo ainda. Ela se ver no meio dos seus três inimigos. Eles começam atacando sua Coragem. Eles pegam o ponto mais fraco de sua alma ainda cicatrizante devido ao tempo. Nada posso fazer, apenas tentar lutar contra meus sete inimigos. Incomensuravelmente mais fortes diga-se de passagem. Se eu atacado dois, 5 me contra-atacam. Mal tenho tempo de respirar, pensar ou mesmo de refletir sobre meus atos. Um pensamento, um segundo, um suspiro, um grito, uma só chance. Para cada um dos sete, eu tenho apenas uma oportunidade de algo, mas por mais forte que eu esteja, por mais forte que meu coração tenha se tornado...eu ainda apanho, ainda sou ferido, ainda sou abatido. Caio por terra, sentindo o gosto da derrota iminente e da fraqueza. Mas olho para o lado e vejo o que mais temia. Minha irmã também começa a fraquejar. Ela tenta de todas as formas se esquivar, lutar, golpear. Mas forças externas sugam a força que ela teria para derrota-los em pouco tempo.

A Glória e o Fracasso são apenas dois passos rumo ao abismo da Loucura e da Sensatez...

Apanhando muito, eu perco minhas esperanças. Fico sem forças, abandono a maior das forças (e também a maior das fraquezas) do homem. Deixo-me ser golpeado e destroçado. Meus obstáculos são mais fortes do que eu imaginei. Nem com toda minha força eu os venceria. E quando estou prestes a tomar os setes golpes finais em cada um dos mais importantes Shakras, eu olho para o lado e vejo minha irmã cambaleando. Ela puxou a mim, nunca desistir, mas infelizmente ela está desistindo. Ela não pode desistir, ela não pode fraquejar. Não agora, não nesse momento. Ela só tem três inimigos. Se não extraviassem suas forças ela já teria atravessado a porta para o fim do ciclo. Então como uma luz entrando numa sala negra e tomada pela escuridão, a Esperança volta a mim. Mas não para mim e sim para minha irmã. Enquanto todos a nossa volta pensam que vamos perder, eu penso o contrario. Concentro todas minhas forças e fujo dos sete derradeiros golpes. Só tenho uma única chance de ajuda-la e essa chance vem da minha força restante que ira suprir a que ela perdeu. Mais rápido que um pensando eu a toco e forneço minha energia. Ela se recupera em um estalo, olha para mim e sorrir. Eu digo "Vá em frente termine teu ciclo!", ela indaga, pergunta por mim, eu nada falo, então ela parte pra cima dos seus inimigos e com sua força interna aliada a minha externa, ela os derrota e atravessa a porta esperando por mim. Minha porta se tranca, pois meu tempo terminou. Ela se desespera, grita e chora. Encosto do outro lado da porta transparente do Destino e me despeço dela.

"Siga teu caminho na vida que te aguarda,
Sorria para Vida pois ela sempre sorrir para você,
Confie no Destino, pois ele é o teu guia,
Enfrente os problemas de frente como você sempre fez.
Detone seus inimigos com sua bondade e faça deles seus amigos,
Continue o ciclo da sua vida, pois se termina um e começa outro..
E acima de tudo..
Não esqueça de mim. De teu irmão. Desse homem que te deseja tudo de bom, e que sua felicidade."

O Tempo nada mais nada é que um fluido demasiadamente manipulável e flexível...

Ela levanta chorando. Olha para mim com tristeza e saudade. 4 anos não são nada comparado a 4 décadas. Mas para nós, soa como se fosse 4 milênios. Digo que não vamos nos separar de vez. Apenas por hora, ela vai seguir teu ciclo, enquanto eu terei que refazê-lo de novo. Já passamos por isso antes. Sobrevivemos e vencemos, e não vai ser diferente agora. Ela olha para mim e sorrir, então dou as costas a ela e parto pra cima dos meus sete obstáculos. E subitamente eu grito "Eu posso demorar, mas eu te alcanço nessa nova estrada, apenas confie em teu irmão que nunca te deixou para trás, nem te deixou na mão..."
E assim ela corre para seu novo ciclo e eu perco mais uma batalha nessa guerra no inferno que tem uma cor diferente. O Inferno é azul como o céu. Meus amigos e minha irmã passaram pelo ciclo. Eu mais uma vez fiquei com outros amigos. Nos juntamos, cada um contra seus oponentes, sejam eles três, quatro, cinco, seis, sete, dez, mil. Lutaremos mesmo que nossa derrota seja eminente. E luto, luto com todas as minhas forças. Mas os sete derradeiros golpes de cada um me derrubam. Então eu caio pela segunda vez nesse inferno. Só que o gosto da derrota é demasiado bom para mim. Amargo, porém muito bom...

"O Melhor vencedor é aquele que sabe perder dentro do campo de batalha e ganhar dentro da vida" Fujirawa Hiean

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Terça-feira, Fevereiro 24, 2004


De volta
É pessoal estou de volta da minha subita viagem para Cachoeira!(Na verdade eu estava no Olimpo meditando sobre muitas coisas na minha vida de deus-humano)!
Mas sem sacanagens, estou de volta e meio "Wolverinico". Estou meio puto com uma porrada de coisas!Então esse post termina por aqui!Mais tarde, mais relaxado e se deus kiser após uma partida EPOPEICA de Age Of Empires, onde eu vou descarregar tudo, eu volto e posto algo melhor!

Bambinho quase morreu em Cachoeira...isso é tudo o que eu vou falar de lá!O resto é segredo de Estado!

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