Nem um deus. Nem um mortal

Sábado, Fevereiro 19, 2005


Dualidade Antônima 2

Saboreio o Caos como quem saboreia a mais doces das frutas
Luto para controlar a Ordem através da Fúria
Sempre perpetuei a discórdia nos homens através da Calma
Não me faça lutar para unir os homens, não faço parte da humanidade
Faço você lutar para afastar os homens uns dos outros

Traga amor
Eu trago ódio
Traga paz
Eu trago a guerra
Traga a calmaria
Eu trago a tempestade
Traga a glória
Que eu trago sua dor


Decalênios irão passar e você no lado escuro do inferno morrerá
Não a morte no inferno. A imortalidade já é minha por direito
Meus punhos irão afanar seu rosto, igualando-se a cometas destruindo planetas
Não há de se quebrar o que se tornou invencível com o tempo
Nada é impossível para quem crer no inacreditável

Traga a doença
Eu trago a cura
Traga a noite
Eu trago o dia
Traga a derrota
Eu trago a vitória
Traga a guerra
Que eu a vencerei


Lute pela guerra alheia de propósitos inóspitos com seres que o odeiam
Lutarei pela vida dos que não tem o poder de decidir seu próprio destino
Não se muda um destino
Não se muda uma alma
Morra no calor das chamas que escurecem o céu negro das trevas
Viverei em qualquer lugar, desde que minha alma esteja iluminada pela minha vida

Filho das trevas
Bastardo do Olimpo
General sem honra
Guerreiro sem passado
Herdeiro do cetro negro
Primogênito da raça inferior

Sou seu algoz no meio dessa guerra insana
Sou seu amigo, sou seu inimigo..
Viva e deixe morrer..
Morra e deixe viver..

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