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Quinta-feira, Maio 04, 2006
Postado
12:52 AMpor
Taygor
Guerreiros de Cloth - Epílogo
Cavalgando na floresta por semanas, ele finalmente encontra o rastro dos cavalos da comitiva que invadiu o Palácio de Cloth e levou uma das três irmãs feiticeiras. Ao analisar o rastro ele percebe que eles pararam em volta de onde ele está e são ao todo dez cavalos, contando com o da feiticeira. A trilha faz vários círculos em volta do local onde sumiram os rastros. Ao perceber a emboscada ele empunha sua espada e fecha os olhos ao perceber que o primeiro inimigo atira uma flecha na direção da sua cabeça. Uma flecha que se despedaça perante seu escudo. Um grito é ouvido do alto das arvores, o grito da morte da Seita de Tenunburg.
Seis homens pulam do alto das arvores. Enquanto eles ainda estão no ar ele examina a arma de cada um. Dois estão com dois machados longos, um com uma espada longa, dois com arcos e flechas e o ultimo e mais rápido ao chegar ao chão com adagas de corte fino. Ele o ataca com a velocidade de um puma, dançando em volta de si atingindo seu escudo e conseguindo machucar de leve o braço direito de MacDörghert que deixou ser ferido para decepá-lo com um único golpe. Os dois homens com o arco são os seguintes ao atingir o solo e no momento que o fazem, Macdöghert acerta duas adagas certeiras no pescoço de cada um e corre em direção ao guerreiro com a espada longa, atingindo nas pernas, enquanto o homem do machado ataca-lhe por trás atingindo o escudo. Girando em volta dos dois ele consegue afastar o homem do machado enquanto correr em direção a arvore mais próxima segurando o outro com sua espada entre seu peito e seu abdômen. Ele finca a espada entre ele e arvore, matando preso à mesma. Correndo em direção ao bárbaro do machado ele desembainha sua espada curta. O choque entre a espada e o machado força ele dobrar os joelhos e soltar seu escudo, tudo o que o bárbaro queria. Ao ver o escudo no chão ele gira o machado no pescoço de Macdöghert que impede o ataque com sua espada, porém ela se despedaça com o impacto. Mas o bárbaro já agoniza com faca fincada em seu coração. O corpo do bárbaro vai ao chão como um saco de batata. Macdöghert levanta e vai em direção ao corpo do outro homem preso a arvore com sua espada.
- Saiam de trás das arvores e me enfrentem com honra e não com táticas primitivas de bárbaros fracassados.
- Vejo que a lenda sobre você não é demasiadamente mentirosa. E sim real ao exacerbo, Sir Macdöghert - Saindo das sombras, quatro homens vestidos com armaduras prateadas. Tão prateadas que o brilho do sol que verte entre as folhas das arvores ao refletir nelas, iluminam parte do local.
- Os quatros cavaleiros do apocalipse de Synd. Uma vez vistos, jamais conhecerá a vida novamente, não é esse o lema de vocês?
- Afirmar o obvio é uma condição um tanto quanto primitiva. Digna do General de Cloth. General por pouco tempo.
Sem aviso prévio os quatros cavaleiros do apocalipse, conhecidos em todo o reino por sua crueldade e habilidade espetacular em batalha cercam Macdöghert. Ambos com escudos de meio-corpo e espada longa. Similares a do General. Morte e Peste atacam pelo lado direito, enquanto Fome e Guerra tentam cercá-lo pelo lado esquerdo e pelo centro. Macdöghert empurra Morte ao lado de Peste e corre em direção a uma arvore, jogando três adagas nela, fazendo assim três degraus onde sobre e pula em direção a um galho baixo. Fome vai em direção das adagas enquanto Peste e Morte ficam ao lado.
- Soube que os quatro são praticamente invencíveis e espertos ao extremo. Será?
- Saia dai de cima e verá! - Grita Fome.
Macdöghert pula em direção a Fome, atingindo o escudo do mesmo com sua espada com tamanha força que ele parte ao meio e corta o braço esquerdo. Fome cai ao chão sem o braço esquerdo e artodoado com o impacto do golpe. Peste corre em direção de Mac, enquanto Morte irritado com o que aconteceu com Fome, sem pensar tenta golpear o peito de Macdöghert que desvia do golpe segurando o antebraço de Morte quebrando e tomando sua espada. Ainda segurando o braço de Morte ele gira no momento em que Peste tenta acertá-lo com um golpe de sua espada de cima pra baixo, fincando assim a espada de Morte no peito de Peste, que cai esguichando sangue pela boca. Macdöghert então gira para trás de Morte e quebra-lhe o pescoço em dois lugares.
- Dois mortos e um sem braço. Invencíveis não é Guerra?
- Sua audácia lhe custará à vida e a alma!
- Minha vida pertence a minha Rainha e minha alma a meu povo!Espero que você lute melhor que os outros três.
- Viverá o pouco que lhe resta para conhecer a verdade.
Guerra põe-se em posição de combate, esperando Macdöghert. Uma posição de espera continua sem tempo para defesa de um ataque rápido de alguém que esta em movimento. Sem tempo para reagir Guerra tem seus dois braços cortados por Macdöghert que o faz ajoelhar em frente a ele. Com a espada no pescoço de Guerra ele sorrir e decepa-o. Após matar Guerra ele vai em direção a fome que agoniza no chão sem seu braço.
- Se queres viver, diga-me onde esconderam a Feiticeira do Sol.
- Nunca...Nunca jamais falarei!
- Se ainda queres viver e ainda ter seu braço direito, acho melhor falar, pois não sou muito paciente.
- Morrereiii...morrerei por mi-nha rainh.a..a
- Ainda não - Então ele corta a perna de Fome com um único golpe.
- Ahhhh!!!
- Agora morrerás com certeza. Conte-me onde ela está e darei a você uma morte rápida como a dos seus amigos.
- Por... Favor!Não!! - Pisando em cima do ferimento, Macdöghert sorrir olhando para fome.
- Onde ela está?
- Amarrada..amarrada na Arvore da Eternidade....eternidade...por favor...pare...
- Obrigada Fome... - Macdöghert em um ato brutal, corta o outro braço de Fome. - Sabe aquela morte rápida que eu ia lhe dar? Eu mentir, espero que aproveite sua ida ao mundo dos mortos.
Macdöghert então caminha em direção ao seu escudo e posteriormente ao seu cavalo e vai em direção a Arvore da Eternidade. Alguns minutos de cavalgada ele encontra a Feiticeira do Sol desmaiada, amarrada na arvore. Ele desce do cavalo rapidamente indo em direção a ela e com um pote de água ela a acorda.
- Ahm...Onde estou?
- A salvo querida...
- Macdöghert?
- Não Princesa. - Tirando o Elmo que carregava o tempo todo durante a perseguição e a batalha, aquele guerreiro mostra seu verdadeiro rosto.
- Sannthör!O que fazes com a armadura de Macdöghert?
Continua...
Fotolog
Quarta-feira, Maio 03, 2006
Postado
11:21 PMpor
Taygor
Eterno?
De que vale uma eternidade, se o essencial foi perdido com a aurora do tempo?
Fotolog
Postado
11:19 PMpor
Taygor
Delírios
Preso no corpo divino, uma alma humana me incomoda. Sem lembranças mundanas, sentimentos mortais, com a perspectiva alterada, sem sonhos. Uma junção de confusões sinuosas e incontroláveis. Um furacão adjacente no meu coração imortal, mas com uma estreita estrada devastada por sentimentos inquietantes do que poderia ser uma vida com a única certeza interminável e concreta do é viver. A morte.
Sem sonhos a mais tempo do que poderia imaginar o mais lúcido e competente dos psicanalistas divinos, continuo caminhando em um caminho cego, escuro e tenebroso. Sem uma alma para me dá a luz que necessito, despenco em uma eterna queda em rumo ao nada e com destino ao desconhecido da imortalidade. Imortalidade que és minha amiga e inimiga, que me abraça e me bate. Não consigo abrir os olhos e vê um céu azul, só cinza. Nublado, tempestuoso, frio, hostil, com tênues toques do sol envergonhado ao horizonte, sem poder mostrar todo seu poder e caminhar entre a Terra de mãos dadas com a Lua em um incrível eclipse total. Eclipse esse total que me consome desde o dia que pisei no solo sagrado. Onde deveria existir luz, existe apenas a escuridão. Onde deveria existir paz, existe apenas a guerra. Guerra eterna, sem meio ou fim. Apenas um inicio tão longiquo e obscuro que nem mesmo os anciões elementares o lembram. Nisso, fico aqui, contemplando...
Um passado que não lembro mais.
Um coração que não tenho mais.
Uma alma que não tenho mais.
Um corpo que não almejo mais.
Um poder que não suporto mais.
Por isso voou em direção ao nada em uma velocidade tão exacerbadamente alta, que mal consigo ver as nuances de luz, mal consigo ouvir o vento se chocando ao meu corpo, mal consigo sentir o mesmo tocando minha pele. Porque não sinto mais nada ao não ser o vazio atemporal da minha eterna alma.
Por isso continuo brigando comigo mesmo por todo o sempre.
Explodindo o céu abaixo e destroçando o chão acima. Correndo em círculos cada vez menores e maiores. Destruindo a linha do tempo a cada segundo que respiro, apenas para destruir os obstáculos que impedem minha visão defasada enxergar o futuro e sobreviver ao presente.
Com um passado impertinente
Com um coração introspectivo
Com uma alma insípida
Com um corpo imortal
Com um poder eterno.
Fotolog
Postado
9:38 PMpor
Taygor
Exilado - Parte 2 de 3
- Está por demais enferrujado em seus sentidos divinos "irmão". - De forma grandiosa e elegante seu irmão "religioso" aparece entre os ventos gélidos do Pólo Norte, empunhando uma espada dourada - Será que suas habilidades de luta também estão enferrujadas?
- Cavaleiro de Deus, o que pretende com essa espada? - Indaga o Senhor do Inferno, já com seus punhos cerrados.
- Logo saberá!
E sem o menor sinal de violência em seus olhos, o Cavaleiro divino ataca o grego exilado de forma brutal, fazendo com o que o mesmo use sua lança para impedir que a espada corte seu abdômen. O soberano do Inferno nada faz, apenas observa com os punhos cerrados e um olhar duvidoso, como se aquilo não estivesse realmente acontecendo.
Com golpes clássicos de lutas completamente esquecidas pelos homens, o Cavaleiro de Deus ataca fortemente aquele homem cansado e desacreditado, porém ainda exímio em suas habilidades de luta com espada, uma vez que ele transforma sua lança em uma Gládio de médio porte, para então equiparar a peleja que por demais estava a favor do Cavaleiro. Quando no meio de um golpe desferido de forma impecável pelo deus grego, que fez aquele cavaleiro hesitar em contra-golpear, o Senhor do Inferno põe-se entre os dois.
- Basta desta insanidade!Não é o ensinamento do seu Senhor não usar a violência sem tamanho motivo?
- É, mas tenho um ótimo motivo para tal insanidade - Jogando a espada dourada para o deus grego, aquele homem servo leal de Deus e da Cidade além das nuvens, sorrir para o homem que reina o inferno.
- Ela está impecavelmente perfeita, digna do homem que a está recebendo.
- Você a estava testando?
- Sim, tinha que testá-la antes de entregá-la como seu presente de aniversario...
- Não poderia simplesmente entregá-la e depois pedir para testá-la?
- A graça do presente, está certamente na surpresa ao recebê-lo.
- Obrigado Cavaleiro - Calmamente o aniversariante cria algo parecido com um cinto e uma bainha para colocar a espada dourada em um local adequado - O ferreiro dos anjos que a fez?
- Sim.
- Ele fez uma espada feita do metal divino para um deus grego bastardo?
- Sim. Fez uma espada feita do metal divino, na qual só os Anjos, Santos e eu temos o direito de ter para o homem que salvou a humanidade mais vezes que qualquer um possa contar.
- Agradeço pelo presente, mas não precisava. Não existem guerras aqui e não caço com espadas.
- Desde quando ele ficou hostil dessa forma? - Olhando para o Guerreiro das trevas, o Cavaleiro de Deus sorrir como não fazia há muito tempo em companhia de outras pessoas.
- Desde quando não vejo você sorrir feito um garoto numa loja de brinquedos.
- Aha!Virou um piadista...Ele hostil, você piadista e eu bobo da corte, só falta nosso Mercenário desaparecido ter virado um homem honesto.
- Desculpe interromper o encontro fraterno e caloroso de vocês dois, mas algo está tilintando em minha mente. Porque depois de milhares de anos, só agora vocês vieram me procurar?
- Porque só há uma semana atrás que ele te achou.
- Você? - Aponta para o Senhor do Inferno.
- Não.
- Quem então?
- Seu filho.
- O quê??
- Nem mesmo como treinamento que ele recebeu, ele conseguiria me achar.
- De certo que sim, mas ele teve uma ajuda um tanto quanto inusitada.
- Minha. - Aparecendo do nada como um fantasma no meio da noite, o homem a qual é responsável por todos os males da humanidade desde que a mesma nasceu, resolve se pronunciar. Pois ele estava ali bem antes do Senhor do Inferno chegar, invisível a tudo e a todos. Assim como o mal oculto do mundo.
- Você? Que diabos está acontecendo aqui?
- Os quatro irmãos unidos novamente depois de milhares e milhares de anos. Sem guerra, sem violência, sem confusões, sem maldade para enfrentar. Tudo por sua causa, que se exilou aqui de maneira patética e ignóbil. Deu trabalho te achar nesse fim de mundo.
- Como sempre ele é veemente em sua falácia. Digno de alguém que viveu milênios para afundar a humanidade - Caminhando em volta de seu irmão gêmeo, o Cavaleiro de Deus sorrir e coloca a mão sobre o ombro do mesmo - Porém, um homem que veio aqui por dois motivos, não é meu irmão.
- Sempre circundando o obvio como um Puma medroso em atacar sua presa. Mas sim, tenho dois motivos que me fizeram passar 454 anos te procurando. Um pedido do seu filho feito diretamente a mim e algo que quero lhe dizer.
- Qual pedido meu filho lhe fez?
- Achar o pai dele, sumido a mais de mil anos.
- Por qual motivo ele ia se interessar em procurar o pai que tanto renegou por anos?
- A Lenda Cretense.
- O que vem a ser isto?
- O Livro que fiz contando sua vida. Desde seus dias humanos, até os divinos antes de você sumir.
- E porque logo você ia fazer um livro contando minha vida?Logo o homem que mais poderia ter ódio de mim.
- Para lhe dizer algo que não tive oportunidade de lhe falar antes de você sumir.
- O quê?
- Obrigado. - Com o rosto sereno, o homem que era o mal da humanidade abraça o homem na qual a era o bem da humanidade, como uma forma de agradecê-lo por ter salvado sua vida.
- Então, é aqui que todos os quatros choram e vão cantar músicas gregorianas para comemorar este dia?
- Princesa?
Continua...
Fotolog
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