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Quarta-feira, Julho 12, 2006 |
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Espada Flamejante
Parte Final
Em meio a minha surpresa por encontrar atrás daquele elmo um Elfo Negro, o Cavaleiro de Deus acerta Abdruon com outra Luz de Luriel e faz com que ele se afaste até um prédio destruído e se encoste atordoado.
- Abdruon, acorde, sou eu! Olhe para mim, não sou seu inimigo. - Grita o Cavaleiro de Deus, enquanto o Mercenário vai em sua direção.
- O que aconteceu com você Abdruon? Use seu poder, sua racionalidade Elfíca. Não deixe essa magia dominar você. Olhe para mim. - O Elfo então olha com olhos cheios de pesar e tristeza para o Mercenário, que coloca sua espada na bainha e tenta levantá-lo. Neste momento, o elfo fala para ele:
- Me mate amigo, não posso viver assim... mate-me por favor. - E mais rápido do que antes, ele agarra o pescoço do Mercenário que desesperado tenta pegar sua espada para se defender, mas não consegue.
- Não adianta irmão. Ele não pode ser salvo! - Dessa vez o Guerreiro de Deus não usa mais a Luz de Luriel para atacar o Elfo e sim um golpe de energia que destroça parte da armadura do Monstro, o que faz ele soltar o Mercenário, que já cai aremessando a espada para seu irmão que a segura e joga a dele.
- Um golpe só para matar. Um golpe só para libertar.
- Uma vida para tirar, uma vida para salvar. - Responde o Cavaleiro de Deus. Então os dois pulam em cima do Elfo, cada um segurando um braço, quando o Mercenário grita olhando para o Senhor do Inferno.
- Agora Lorde! AGORA!
O Senhor do Inferno pronuncia umas palavras inaudíveis até mesmo para mim e que fazem uma áurea dourada aparecer em volta do Elfo, que tenta a todo custo se livrar dos dois Semideuses. Eu olho atônito para a situação, quando o Lorde do Inferno olha para mim.
- Atinga-o no centro do x que o Cavaleiro de Deus fez no peito dele. Use toda sua força Olimpiana e não tenha pena. Se você tiver pena, nada do que fizemos terá valido a pena.
- Isso tudo foi planejado por vocês três?
- Quando tudo isso terminar eu lhe explico. Agora vá!
Odeio ser enganado, ainda mais dessa maneira. Fico furioso. E isso faz com que eu concentre todo meu poder no meu punho direito. Esse poder é capaz de destruir um planeta inteiro e querem que eu o use em um Elfo Negro? Ouço o Senhor do Inferno gritar de novo comigo para eu agir. Então, vou em direção ao Elfo e atinjo-o no peito, bem onde o Cavaleiro de Deus marcou. O corpo dele fica inteiro e o X que marcou seu corpo e sua armadura ficam dourados, brilhando incessantemente. Ele olha para mim e agradece com os olhos de um Elfo. O Cavaleiro e o Mercenário soltam ele. Me afasto e fico entre os dois. Ele se ajoelha no chão. O X brilha e seu corpo vai voltando ao normal.
- Agora irmão. - fala com pesar o Mercenário. O Cavaleiro de Deus caminha em direção ao Elfo tirando sua espada da bainha. O Elfo olha para o Guerreiro de Deus e chorando ele fala:
- Tome conta das minhas meninas, Divino. O meu reino vai precisar delas.
- Tratarei elas como se fossem minhas filhas, Abdruon. Darei tudo que elas precisarem e garanto que você será vingado. Nem que eu morra para isso.
- Obrigado Divino. Te vejo em outra vida irmão.
- Adeus amigo.
E sem ter pena nos seus movimentos, mas com o coração chorando, o Cavaleiro de Deus decapita o Elfo Negro. Ele ajoelha e faz a extremunção do corpo já morto, o que para mim é um tanto quanto confuso. Ele levanta com sua grandiosidade lendária, coloca sua espada na bainha e vai a direção do irmão.
- A alma dele foi entregue aos Anjos. Sua alma está salva, mas os responsáveis por isso jamais vão sair impunes.
- Dentro de quatro crepúsculos nos encontraremos nas portas do Tártaro.
- Que assim seja irmão... - Então o Cavaleiro de Deus vem em minha direção.
- Sinto por não ter tido tempo de avisá-lo, Grego. Mas precisávamos de sua fúria para libertá-lo.
- Não pedirá desculpas?
- Não lhe devo desculpas. Uma vez disse que quando precisasse de ajuda, eu poderia recorrer a hora que fosse, em qualquer momento. Quem lhe deve desculpas é seu irmão o Senhor do Inferno.
- Eu? Nada fiz, apenas o chamei. Precisávamos dele com raiva e fúria incontida. Se eu avisasse a ele o que estava acontecendo e o que planejávamos fazer ele não ia ser eficaz.
- E o que vocês três planejavam? - Súbito, o Mercenário virou-se para mim e começou a falar com um tom calmo para seus padrões.
- Abdruon é um amigo em comum meu e do Divino. Desde antes da humanidade começar a caminhar. Ele foi dominado por Arcanjos para atacar a Cidade da Luz, mas foi impedido pela magia do Senhor do Inferno, que o prendeu aqui na Terra.
- E porque o mataram em vez de salvá-lo?
- Nós salvamos sua alma, era a única coisa que podia ser salva.
- Por quê? - Pergunto eu com certa sensação de estranheza nos fatos.
- Porque ele foi dominado por Arcanjos que não estão no Inferno e sim na Cidade da Luz. Seu corpo não era mais o mesmo, não pertencia mais a ele. Era uma dominação Angelical com magia. Nada faz essa dominação ser revertida, apenas a morte. O que nós viemos fazer era salvar a alma dele com a magia do Senhor do Inferno. É algo grandioso e terrível demais para eu lhe contar em todos os detalhes agora, Grego.
- Saiba que agora sua alma está a salvo na mão dos Anjos. Obrigado por sua ajuda neste momento, mas precisaremos de você daqui a quatro dias. Daqui a quatro crepúsculos nos encontre nos portões do Tártaro.
- Por que nos portões do Tártaro?
- Porque foi de lá que saiu a Espada Flamejante que ele possuia. - Responde o Senhor do Inferno.
Poucos minutos depois o Mercenário se afasta. O portal para seu castelo se abre silenciosamente e ele some no meio daquela energia transporal. O Lorde do Inferno some no meio da fumaça. Só agora consigo ouvir as sirenes da polícia e dos bombeiros chegando. Quando uso minha visão para enxergar além da destruição, vejo as pessoas saindo dos prédios e dos escombros. Volto minha visão ao normal e olho para o Divino. Ele já não está mais do meu lado. Tudo isso é deverás estranho. Uma conspiração de Arcanjos na Cidade da Luz que dominaram um Elfo Negro, junto com alguém que está preso no Tártaro e que possuia uma Espada Flamejante?
Um dia eu vou entender esse mundo louco.
Postado por Taygor às 10:29 AM
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Terça-feira, Julho 11, 2006 |
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Espada Flamejante
Parte 3
O Cavaleiro de Deus é arremessado ao céu em Mach 2 enquanto o Mercenário grita o nome do Monstro, Abdruon. Ele corre com o pulso energizado e soca o rosto daquele ser. Duas coisas anormais acontecem nessa situação. O Mercenário usa seu poder divino, no qual ele sempre renegou, e o Monstro não revida o ataque. O Cavaleiro de Deus volta ao chão olhando atentamente para o Mercenário que fica parado, ofegante, com uma expressão de incerteza e angustia, enquanto o Monstro leva a mão ao queixo. Ele parece ter sentido o golpe, mas não expressa nenhuma reação. Quando o Mercenário sai de sua posição de combate e tenta se aproximar do Monstro, o mesmo ataca-o com sua Espada Flamejante, fazendo com que aquele Semideus irascível defenda-se no susto. Esse golpe foi a gota d'água para mim, que almejo participar da peleja. Mas, o Senhor do Inferno me segura pelo braço, a ponto de destroçar parte da minha armadura e me atinge na nuca com um soco. Vou ao chão com a visão turva, o corpo quase todo paralisado e o braço prestes a quebrar.
- Você está Louco! Ele vai matar os dois!
- Tenha um pouco de Fé nos Semideuses. E você não pode salvar tudo e a todos.
- Engraçado você falar de FÉ e ainda mais para mim. - Tento levantar, mas levo outro soco que me faz afundar no asfalto.
- Cale-se e se contenha.
- Um dia ainda mato você por isso...
- Você teve sua oportunidade a 15 anos atrás e desperdiçou, agora preste atenção nos eventos.
Subitamente ele me levanta e me empurra para um poste, que serve como um encosto para mim. Quando minha visão volta ao normal, eu vejo uma batalha surreal até mesmo para mim. Os Semideuses trocaram de espada. O Cavaleiro de Deus usa seu poder divino para soltar a famosa "Luz de Luriel" com os olhos em cima do Monstro. Cada ataque desse é evitado pelo Monstro com sua espada de fogo. O Mercenário está sem capa, ou ele tirou ou o Monstro a arrancou. Sua expressão é de fúria incontida. Seus ataques não são mais singelos e certeiros. Agora eles são selvagens e mortais. Cada golpe que ele desfere ao Monstro é um golpe falso para ele desviar e deixar que o seu irmão atinga-o. Dois giros diagonais com a espada do Mercenário e o Cavaleiro de Deus corta o peito do Monstro em X. Abdruon, como o Mercenário o chamou, grita de dor, mas pela primeira vez de forma não irracional. Ele tira seu elmo e mostra sua face. Surpreendentemente, é um Elfo Negro de cabelos dourados. Elfos não são irracionais, não têm uma massa corporal desproporcional e muito menos vêm a terra destruir sem aviso prévio.
Continua...
Postado por Taygor às 12:49 PM
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