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Quinta-feira, Agosto 17, 2006 |
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Segunda Guerra Mundial: Capítulo 1 - Dúvidas
Fazia meses que não adentrava na oficina de Ferreriel. A balburdia que assola o mundo dos homens toma completamente meu tempo, que já é tomado por completo por uma "guerra" contra meu irmão a favor da Cidade da Luz e da vontade de Deus. Em meio a devaneios caminho sobre aquela oficina angelical, na qual o Ferreiro dos anjos cria as armas divinas e, de vez em quando, conserta as minhas. Agora ele trabalha na criação de uma espada de luz que possa subjugar uma Espada Flamejante. Enlouqueço ao tentar compreender onde começa e termina essa inusitada espada, até o momento em que meu amigo e tutor aparece ao meu lado.
- Linda não é? Ainda não consegui um material a qual pudesse fazer um cabo para ela.Quando descobrir, terás uma como esta de presente.
- Fico imensamente grato meu amigo. Seria de uma eficácia extraordinária nos domínios de Lúcifer.
- Ah! Certamente, jovem guerreiro.
- Jovem? Tenho apenas dois anos a menos que você Ferreriel!
- Sempre petulante com os mais velhos, meu eterno aprendiz. - Ferreriel sorri e afasta-se da mesa, onde se encontra a espada de luz, para ir até o lado oposto da sala. Suas asas balançam com leveza, enquanto seu manto de luz quase desaparece no branco do recinto. Ele se inclina e pega um Papyro de Gabriel com as ordenações do Alto Constituto dos Arcanjos.
- Soube que o mundo está em guerra novamente.
- Quando não está meu caro? - Respondo com minha atual insastifação.
- Receio que não esteja trabalhando contra seu irmão nessa nova guerra, correto?
- Por demais.
- O que lhe prende a não agir agora, Divino? - Ferreriel vira-se para outra parte da sala onde ele guarda o Papyro e me observa de canto de olho.
- A humanidade.
- Permita-me parafrasear nosso Senhor filho de Deus.
- À vontade.
- "A humanidade é um rebanho inquieto, porém de bom coração"
- Hum... eu estava presente quando ele disse isso.
- Foi quando ele encontrou Lázaro?
- Um pouco antes.
- Mas não divagaremos muito a cerca de Nosso Senhor, que está muito ocupado agora. O que aflige tua alma meu aprendiz? - Sorrindo, ele caminha em minha direção com a mão direita segurando seu manto.
- Meu trabalho e minha guerra eterna que não tem mais efeito. Vi a humanidade nascer e já nasceu com o dom de brigar entre si. Desde a esquecida Interopylos até a Inglaterra que as guerras acontecem. Sempre luto para impedir que eles se destruam, mas parece que meu irmão sempre consegue sobressair. Sua vontade de destruí-los é maior que a sua vontade de viver.
- Neste exato momento o que acontece com o mundo, meu caro? Estou deverás fora dos acontecimentos mundanos.
- Uma guerra que nunca vi antes, Ferreriel. Não é uma guerra entre um povo e outro. E sim de vários povos, vários países. Uma guerra mundial e já é a segunda!
- Onde o Mercenário bastardo se encontra agora?
- Na Alemanha, como conselheiro do Fuhrër.
- Pressupondo pela história de seu querido irmão, é ele que ordena tudo por trás do líder agindo de forma sorrateira.
- Correto.
- E como andam as coisas por lá?
- Feias extremamente feias.
- As coisas estão feias e tu estás aqui divagando comigo. - Calmamente ele se aproxima de mim com um Papyro que eu não tinha notado que ele havia tirado do armário.
- Sim e por isso quero seu conselho.
- Que seria: eu devo novamente me intrometer na história dos homens ou devo deixá-los se destruírem e fazer com a criação máxima de Deus na Terra seja riscada do universo?
- Um tanto quanto.
- Tome - Ele me entrega o que eu achava ser um Papyro, mas na verdade era um folheto escrito em russo no qual chamava seus jovens para guerra. - Leia e medite. Você passou tempo demais lutando contra seu irmão no mesmo patamar hierárquico que ele. Tentando destruir os planos onde você tinha certeza que eram a fonte de todo o mal e isso fez com que a sua crença e sua fé pelos homens se esvaísse. Tente lutar no fronte por outro lado, pelo lado guerreiro o qual você não luta mais desde a Revolução Francesa.
- Queres que eu me aliste no exército russo?
- Apenas pense no assunto e volte aqui quando estiver decidido. Quando voltar, treinarei você com as armas de fogo a qual se lutam hoje em dia.
- Como tem tanta certeza que eu vou fazer isso?
- Porque te conheço desde que nasceu.
Caminho para fora da Oficina lendo o folheto que ele me deu. O miserável sabia de tudo que se passava na Terra e comigo e se fez de desentendido. Mas o que mais me incomoda são suas palavras. "Tente lutar no fronte por outro lado, pelo lado guerreiro o qual você não luta mais..." Será que ainda sou o guerreiro que sempre fui?
Continua...
Postado por Taygor às 10:18 AM
Fotolog 
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